segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O SÉTIMO SELO

Com um olhar de lado ela me persegue
Não quero ir embora ainda...
Vou ganha mais uma partida de xadrez
Tenho muita coisa à compreender
Tantas coisas pra fazer
E eu ainda nem sei o que é amor
O amor...
O amor é tantas coisas que chamamos de amor
Só por uma necessidade de nome
Pois tudo pra gente tem que ser classificado
Ou então não compreendemos
E aí temos medo
Penso eu...
Que tudo era mais simples
Quando eu era um menino
Não contava as lágrimas
Eram apenas sorrisos
Talvez só exista a infância
O resto é uma maldita montanha russa
Que só termina quando...
Bom... vocês sabem quando
Talvez eu tenha me perdido no primeiro
Sentimento não correspondido
Daí veio o segundo, o terceiro, o quarto, o quin...
E o labirinto se fechou
A porta se tornou grande demais
E não alcancei a maçaneta
Mas alguém à abriu pra mim
Não era tarde demais
Agora estou aqui sentado em uma sala vazia
E à mil anos ninguém serve chá
Nem doce algum
Eles secaram
Como a árvore, a cidra e o colhedor
Ela observa a foice
A ceifadeira
Tenho que ganhar mais esse partida...
Ainda tenho esperança
Não é hora de fechar os olhos
Não vou fechar os olhos
Não ... ainda não...
Eternamente

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