segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Os Frutos Podres

Os frutos podres que coli
Foi eu que plantei

Estragou
Minha colheita

Da ceifa
Irá padecer

O que produzo
Irá perecer

Da prata
Ao prato
Vaziu

E a mentira de que
Um dia irá florescer

Um jardim

E que não seja de folhas secas

E o que me resta
São infertes
Sonhos inoculado

Frutos podres
Pobres e tortos
De um terno prazer bizarro
Morbido

Que é viver a iluzão
De que um dia...
Serei feliz

sábado, 22 de novembro de 2008

Deserto

Deserto
De resto
E rosto
De gosto
Vazio
Desgosto
Tardio
Amargo
Amar
Amarrar
Amará
À morte
O ser
Sereno
Que espero
No desespero
Do deserto
Que do resto
Me restou

Um prato
Vazio
Um pranto
Doentio
um podre sentimento
lágrima, lamento
momento
horas eternas de dor
e espera
pelo que não vem
nunca virá

terça-feira, 18 de novembro de 2008