o tic-tac do relógio
Negro
Na sala obsoleta
e o mórbido absoluto
silêncio
do estranho lugar
intactas
as pessoas não se moviam
paradas à pensar
como cactos
no deserto onde nada
acontece
nem acontecerá
o cheiro de morte
impregnava o ar
todos inertes em cantos
encanto
na sala de estar
eram estátuas humanas
sem palavras à pronunciar
sem gestos
nem movimentos
sem luz
nem sentimentos
eram apenas pessoas na sala
de estar
o tic-tac do relógio
e o gato negro à observar
terça-feira, 2 de setembro de 2008
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2 comentários:
Andrey, apesar de ser um et, e ser estranho, e coisa e tal, é uma pessoa muito especial! :) eu gosto de você, gosto dos seus textos e desenhos e me identifico com suas estranhisses! :) ah, e gostei muiito desse texto também! estão ficando cada vez melhores!
Andrew, apesar do nosso português não ser bem o mesmo nem à custa de acordos ortográficos, gostei muito deste seu poema.
Beijo
Ana
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