A luz da lampada Do poste Onde baila A mariposa As cinco da madrugada A gargalhada Na esquina Feminina De longe escondia Outra mariposa Borboleta noturna Batom vermelho Saia roxa Guardava na coxa A puta inocente O segredo ardente Triste à fumar O último cigarro Olhar indecente Esperando um carro O último cliente Que ia arrumar De longe Ninguém via a melancolia Da puta à sorrir A figura berrante De cores carnavalesca Ninguém percebia Que a aurora renascia Se misturando as cores Da forte maquiagem Em um tom de vermelho Azul e laranja O claro ia surgindo Sumindo ia a luz do poste Indo emborra ia puta À sorrir Enquanto todos acordavam A puta ia dormir.
Andrey Carmo
O GUARDA ROUPA
O guarda roupa escuro Mogno negro arcaico Assombra-me a noite Quando cai o sono a sombra A meia noite Exacerbado de dormir A fantasia que me assola De seres inimagináveis Ermos na realidade De obscuros pensamentos Sóbrios e sábios Sabores escuros Do objeto a me fitar No opaco quarto Enclausurado em que estou Há seculos no Meu obscuro mundo O obscuro mundo meu Clama por você Dentro do guarda roupa...
Andrey Carmo
DEMASIADO HUMANO
Herdei do mundo Um pesar profundo Do sentimental Pensar De querer abrasa-lo Com meus curtos braços Compadecer-se de sua dor De seu peso
Sentir Compreender Saber
Que tudo Que vemos construído foi Por nós Decadente existir De seres confusos Que somos
Insossos sagrados supérfluo O mítico matador de místicas
É feio ser humano fato Destruidor de tudo Feto defeituoso
Tenho uma profunda Tristeza dentro de mim Que me torna trágico De ter que ser Terno, mas... Demasiado:
Humano
Andrey Carmo
O Inseto
O Inseto me espreitava pela fresta da janela.Era escura a sala, como sua carapaça negra e viscosa, o inseto me observava inerte em sua consciência enquanto eu escrevia sentado no chão sem entender a sua presença que me incomodava profundamente, eu queria estar sozinho, mas o inseto me acompanhava, e por estar ali, me incomodava o inseto.Ele não deveria estar me observando.Eu sei que deve ser paranóia minha, mas conseguia sentir o que ele pensava, no fundo,eu sabia o que se passava em sua cabeça: por mais que se esforça-se,o inseto... não conseguia me compreender.
Andrey Carmo
Anonima Rosa
A rosa vermelha originalmente era branca, mas se manchou no sangue dos que sofrem por amor unilateral. Vermelha também é sua lágrima e sua dor é um grito solitária, mas ninguém sabe, nem nunca saberá.
Nenhum comentário:
Postar um comentário