sábado, 2 de agosto de 2008

ROBUSTA VADIA

Robusta vadia
Que me atormenta
Noite e dia
Com o seu olhar
A me seduzir
E a me reduzir
A mero servo
De sua beleza
A noite tardia
A agonia do desespero
Adia
Dia-a-dia
A minha dor
De ter o desprezo
Derradeiro apreço
Daquela que um dia
Eu vi se transformar
Em uma robusta vadia
Minha doce vadia

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